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Segurança Pública

Criminosos que mataram Brigadiana usavam bloqueador de sinal de celular e GPS

Soldado morta em confronto com criminosos será velada nesta terça-feira

26/11/2019 10h47
Por: Moises Pacheco

Minutos antes dos dois confrontos que resultaram na morte da soldado Marciele Alves, de 28 anos, os criminosos sumiram dos radares da Brigada Militar que os monitorava na estrada de chão batido que liga Forquetinha a Sério, no Vale do Taquari.

O carro usado pelos assaltantes possuía rastreador por GPS, o que indicou aos PMs a localização do grupo. O cerco foi montado em dois pontos após uma bifurcação na estrada. Foi quando o sinal desapareceu.

— Quando não tinham mais saída, perdemos o sinal deles. Logo depois houve o primeiro confronto — contou uma oficial que participou do cerco.

Esse conflito ocorreu entre agentes da inteligência e os assaltantes, resultando na morte de um criminoso e apreensão de um adolescente. Quase que simultaneamente houve o segundo tiroteio, a cerca de 400 metros de distância. Foi nesse confronto que os criminosos atropelaram Marciele. Também morreram na ocorrência.

Conforme a BM, além do carro roubado, três armas curtas foram encontradas com o grupo. O equipamento que bloqueia sinal de celular e GPS, conhecido como Jammer, também foi apreendido.

Soldado morta em confronto com criminosos será velada nesta terça-feira

A soldado Marciele Renata dos Santos Alves, morta em confronto com criminosos na segunda-feira (25), será sepultada em Cachoeira do Sul — cidade onde nasceu em junho de 1991. O velório está marcado para as 10h desta terça-feira (26). Já o sepultamento está previsto para as 17h, no cemitério municipal.

O corpo chegou ao local às 9h40min. A mãe da PM já estava na capela, acompanhada de familiares. Muito abatida, foi amparada por uma capitã de Venâncio Aires, que estava participando do cerco, que ocorreu na tarde de segunda.

Um quadro com a foto de Marciele em sua formatura em Fisioterapia também foi trazido ao cemitério. Além da Brigada Militar, onde estava há sete anos, a conclusão da faculdade era um dos seus maiores sonhos. Ela, inclusive, fazia mestrado em Fisioterapia.

 Marciele atuava no Pelotão de Operações Especiais do 23º BPM, responsável pelo policiamento na região de Santa Cruz do Sul.

— Ela era de alto padrão técnico — declarou o comandante da BM no Vale do Rio Pardo, coronel Valmir José Reis.

Foi justamente pela qualificação que a soldado foi uma das primeiras mulheres a ingressar no Pelotão de Operações Especiais. Antes, ainda atuou no serviço de inteligência, onde substituiu seu pai, hoje sargento da reserva.

Marciele foi a primeira mulher policial a morrer em serviço desde 1986, quando a BM passou a permitir o ingresso delas na corporação.

 

 

*Com informações do site gauchazh

 

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