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Internacional

Seguidores de Guaidó entram na embaixada da Venezuela

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13/11/2019 11h45
Por: Redação Giro da Noticia

Apoiadores do presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, entraram na embaixada da Venezuela, em Brasília, na manhã desta terça-feira (13). Apesar de o governo brasileiro reconhecer Guaidó como presidente venezuelano, a sede diplomática em Brasília ainda é administrada por funcionários do presidente Nicolás Maduro. O atual responsável pela embaixada, Freddy Meregote, encarregado de negócios que foi nomeado pelo governo Maduro, afirma que o imóvel foi invadido. Porém, o grupo pró-Guaidó diz que funcionários "abriram as portas voluntariamente".

A Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança do local. A corporação informou que, por volta das 5h, pelo menos 14 pessoas haviam ultrapassado os portões. Do lado de fora, cerca de 30 manifestantes demonstravam apoio ao atual corpo diplomático – nomeado por Maduro. Por volta das 8h, o grupo pró-Maduro forçou a entrada da embaixada, e apoiadores de Guaidó estacionaram um carro na frente do portão, pelo lado de dentro. A PM separou a confusão e fechou os portões.

Em janeiro deste ano, o governo brasileiro reconheceu Guaidó como presidente da Venezuela e María Teresa Belandria como embaixadora do país no Brasil. Belandria disse que, nas primeiras horas desta manhã, um grupo de funcionários da embaixada da Venezuela no Brasil entrou em contato com ela para informar que reconhecem Guaidó como presidente.

"Eles começaram a abrir as portas e entregar voluntariamente a sede diplomática à representação legitimamente credenciada no Brasil", afirmou Belandria em nota.

A sede diplomática venezuelana em Brasília está sem embaixador desde 2016, quando Alberto Castellar foi chamado de volta ao país como resposta de Maduro ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Freddy Meregote, responsável pela embaixada sob o governo Maduro, disse à imprensa que o local "foi invadido irresponsavelmente por um grupo delitivo, de pessoas uniformizadas e não reconhecidas." Ele afirmou que a ação de apoiadores de Juan Guaidó "violenta a Convenção de Viena" e também falou em "violação dos direitos das famílias que moram na embaixada".

Meregote afirmou que, embora o presidente Jair Bolsonaro tenha reconhecido Belandria como embaixadora, a representação do governo de Maduro não foi declarada como "non grata". "A Convenção de Viena diz que precisamos ser declarados 'non gratos' para sair do país" , afirma Freddy Meregote.

A Convenção de Viena, estabelecida em 1961, diz que "as premissas da missão diplomática são invioláveis. Os agentes do Estado receptor não podem entrar nelas, exceto com o consentimento do chefe da missão". O ministro de Relações Exteriores do governo Maduro também citou o documento internacional ao denunciar a invasão da embaixada. "Responsabilizamos o governo do Brasil pela segurança de nossa equipe e instalações. Exigimos respeito pela Convenção de Viena sobre relações diplomáticas".

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional disse que o presidente Jair Bolsonaro "jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da Embaixada da Venezuela, por partidários do Sr. Juan Guaidó". "As forças de segurança, da União e do Distrito Federal, estão tomando providências para que a situação se resolva pacificamente e retorne à normalidade", afirma nota do GSI. O incidente ocorre no momento em que Brasília é sede da cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

 

 

 

*Com informações do site G1

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