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Brasil

Carlos Bolsonaro é investigado por suspeita de contratação de 'funcionários fantasmas'

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12/09/2019 23h49
Por: Moises Pacheco

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) está investigando a suspeita de contratação de "funcionários fantasmas" no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Durante boa parte dos cinco mandatos como vereador, Carlos Bolsonaro deu emprego à ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, e outros sete parentes dela.

Por essa razão, o MPRJ investiga oficialmente indícios de que eles eram "funcionários fantasmas".O MP também quer saber se no gabinete de Carlos Bolsonaro havia a pratica da "rachadinha", que é a devolução de parte dos salários dos funcionários para quem exerce o mandato.

São duas investigações paralelas: uma é a investigação criminal, que está nas mãos do procurador-geral de Justiça do estado, Eduardo Gussem.E há também o procedimento cível, que apura se houve improbidade administrativa, que está nas mãos da Promotoria de Defesa da Cidadania do MPRJ.

A revista Época confirmou a existência dos procedimentos, que correm em segredo de justiça. A base da investigação é uma reportagem da própria revista, publicada em junho deste ano. Na época, foi revelado que, embora a atuação de um vereador seja na esfera municipal, vários desses funcionários de Carlos Bolsonaro nunca moraram no Rio de Janeiro. E eles nem sequer tinham crachá para entrar no prédio da Câmara dos Vereadores, no Centro do Rio.

O casal Guilherme e Ananda Hudson, e uma cunhada, Monique Hudson, moravam, e trabalhavam ou estudavam em Resende, no interior do Rio, a 168 quilômetros da capital. Marta Valle morava além da divisa do estado, em Juiz de Fora, Minas Gerais, a 185 quilômetros da Câmara. Gilmar marques vivia mais longe ainda, em Rio Pomba, a 272 quilômetros do gabinete.

 

*As informações são do G1

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