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Política

Bolsonaro afasta o diretor-presidente da Ancine

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30/08/2019 23h42
Por: Moises Pacheco

Uma edição extra do Diário Oficial da União, publicada na noite desta sexta-feira (30), comunicou o afastamento do diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Christian de Castro Oliveira. Conforme o documento, a medida ocorre em cumprimento à decisão proferida pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

No mesmo decreto, o presidente Jair Bolsonaro determinou que Alex Braga Muniz irá assumir o cargo. Ele integra a diretoria colegiada da agência desde outubro de 2017, mesma data em que Oliveira foi nomeado. Ambos tinham mandato previsto até outubro de 2021.

De acordo com o Jornal Nacional, o processo judicial que afastou Oliveira diz que ele teria acessado o sistema da Ancine e coletado dados sigilosos a fim de caluniar dois outros diretores da agência. Essas informações também foram repassadas à imprensa na época. Em comunicado enviado a GaúchaZH, o Ministério da Cidadania informou que outros quatro servidores também foram afastados. São eles: Magno de Aguiar Maranhão Junior, Juliano Cesar Alves Vianna, Marcos Tavolari e Ricardo César Pecorari.

Segundo a nota, o processo corre em segredo de Justiça. "O Ministério da Cidadania informa que demandará esforços para que a Agência possa atender o setor com normalidade", conclui o texto. Em abril deste ano, Oliveira foi confrontado pelo Tribunal de Contas da União a respeito do modo como a agência fiscaliza os orçamentos dos projetos aprovados. Em resposta, o então diretor-presidente determinou a paralisação de todas as atividades da Ancine, incluindo a liberação de novos recursos para projetos audiovisuais.

O afastamento dele acontece em um momento em que o governo busca estabelecer mais controle sobre a agência. O presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar, inclusive, que pretendia extingui-la caso não pudesse implantar um "filtro de conteúdo" — intenção encarada como censura pelo setor. No último dia 21 de agosto, um edital de chamamento de projetos para TVs públicas que tinha entre as categorias de investimento séries LGBT+ também foi suspenso pelo governo.  Após a oficialização, o secretário nacional de Cultura, o gaúcho Henrique Pires, deixou o cargo.

 

 

Fonte: gaúchazh

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